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Saiba para que serve e quando trocar a correia dentada do carro

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A correia dentada é uma das peças mais importantes do motor do carro. Mas você sabe para que ela serve e como funciona?

Ela atua no motor do veículo, ligando o eixo-comando de válvulas ao virabrequim do motor, sincronizando-os e fazendo com que as válvulas de admissão e de escapamento se abram e fechem no momento exato.

Também mantém o sincronismo entre o virabrequim (que transfere a força do motor às rodas) e o comando de válvulas (responsável pela entrada e saída de gases no cilindro).

Se a correia dentada arrebentar, o motor não funciona mais. Em caso de rompimento com o motor em funcionamento, há risco de que peças do motor sejam danificadas. O motor perde seu sincronismo, causando choque direto e desordenado entre seus componentes internos como pistões, válvulas, bielas e cabeçote.

Quando revisar e fazer a troca

Não é possível identificar problemas na correia sem desmontar partes do motor. Por isso, você deve acompanhar a quilometragem ideal para a troca ou ir até uma oficina para verificar o estado da peça.

É recomendado fazer a revisão do conjunto, composto também por tensionadores e polias, de seis em seis meses ou a cada 10 mil quilômetros rodados. A troca depende do estado da correia durante a revisão, mas não deve passar de 60 mil quilômetros.

Esse intervalo pode variar de acordo com o modelo do veículo. Por isso, o ideal é sempre consultar o prazo para troca no manual do fabricante.

Dirigir com o tanque na reserva pode danificar o carro

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Você costuma abastecer aos poucos ao invés de encher o tanque? Ou só abastece depois que já está na reserva? Estas práticas, quando feitas com frequência, podem danificar seu carro.

O que é a reserva

A reserva não é um tanque extra: é apenas uma medida determinada pelas montadoras para que o aviso de pouco combustível se acenda.

A quantidade de combustível na reserva depende do modelo do veículo, mas geralmente fica entre cinco e oito litros. Nos carros 1.0, costuma ser de cinco litros.

Sabendo a quantidade de litros da reserva, você poderá ter uma ideia de quantos quilômetros pode percorrer com base no consumo médio do seu automóvel – e não vai precisar se desesperar quando a luz indicadora aparecer. Para saber qual é a reserva do seu carro, consulte o manual do proprietário.

Mesmo assim, não é recomendado chegar a este limite: procure sempre deixar o tanque com no mínimo um quarto da capacidade para não correr risco de ficar sem combustível.

Danos

Com o tanque vazio, os resíduos que se acumulam no fundo podem ser trazidos para o motor e causar entupimento do filtro de combustível. Essas impurezas também podem entupir os bicos injetores e fazer o carro engasgar ou até o motor falhar totalmente.

A bomba de combustível fica dentro do próprio tanque e utiliza o líquido do combustível como meio de resfriamento. Com o tanque vazio, ela não tem líquido refrigerante suficiente para resfriar e pode sofrer superaquecimento, o que causa desgaste e diminui sua vida útil.

Pane seca

Ter seu veículo imobilizado na via por falta de combustível é infração de trânsito média, que prevê multa de R$ 85,13, perda de quatro pontos na CNH e remoção do veículo.

Carro parado por muito tempo pode danificar peças.

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Vai viajar e deixar o carro na garagem? Se ele ficar parado por muito tempo, peças vitais para o seu funcionamento, como a bateria e os pneus, podem ser comprometidas. Isso ocorre pois o veículo não roda o suficiente para que as peças sejam lubrificadas.

Saiba quais componentes podem ser danificados nesta situação e o que você deve fazer.

Bateria

Caso você chegue de uma viagem longa e o carro não ligar, é provável que a bateria tenha descarregado.

A maioria das seguradoras oferece o serviço de recarga. Caso essa solução não funcione, pode ser necessário trocar a bateria.

Uma dica é ligar o motor uma vez por semana, por cerca de 15 minutos, e mover o carro para frente e para trás. Se ele ficar parado por mais de 15 dias, recomenda-se desconectar o cabo positivo da bateria.

Combustível

Outro problema que pode surgir é o envelhecimento do combustível, que causa formação de goma e de verniz, fazendo com que ele fique mais difícil de queimar.

As velas de ignição podem ficar encharcadas e impedir o funcionamento do motor. Neste caso, é necessário substituir as velas. O combustível deteriorado também pode obstruir os filtros e entupir os bicos injetores.

O ideal é abastecer com o mínimo possível de combustível, de preferência com gasolina aditivada, antes de deixar o carro na garagem.

Pneus

Os pneus podem acabar murchando e sofrer deformações. Para minimizar este problema, o ideal é calibrá-los acima da recomendação do fabricante antes de deixar o veículo sem uso.

Óleo

O óleo também se deteriora com o tempo e pode comprometer o funcionamento do motor. Por isso, a recomendação é fazer a troca do óleo antes de deixar o carro sem rodar.

Freios

A umidade pode fazer com que os freios enferrujem. Para evitar isso, a solução é aplicar um spray lubrificante nos discos ao voltar a usar o automóvel.

Cuidados antes e depois

Evite deixar o carro em um ambiente aberto, exposto à poluição e umidade. Se for cobri-lo, tome o cuidado de usar uma lona que não danifique a pintura.

Se o veículo ficar sem uso por mais de 90 dias, é importante levá-lo à oficina para um check-up completo.

Saiba como dirigir com segurança sob neblina

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A neblina, também conhecida como nevoeiro ou cerração, pode aparecer em questão de minutos. Motoristas que dirigem à noite ou ao amanhecer devem saber lidar com este fenômeno, pois sua formação geralmente ocorre no período entre a madrugada e a manhã devido ao choque de temperatura entre uma massa de ar quente e outra fria.

Os pontos mais suscetíveis a esta variação de temperatura são as subidas de serras, os vales e regiões próximas a lagos e rios. A neblina limita a visibilidade e pode ser ainda mais perigosa à noite. Por isso, é preciso ter atenção redobrada para evitar acidentes.

Confira algumas dicas para guiar com segurança.

Redobre a atenção

 Reduza a velocidade.
 Tenha atenção tanto em quem está à frente, mantendo uma distância segura, quanto em quem está vindo logo atrás e possa estar em velocidade maior que a sua.
 Tente não usar buzina ou faróis para chamar atenção dos outros motoristas, pois isso pode causar distrações.
 Evite ultrapassagens. Caso seja necessário, você pode observar a sinalização da pista para se guiar.
 Tome cuidado com a pista molhada, pois a aderência entre o pneu e o asfalto pode diminuir. Evite freadas ou movimentos bruscos, pois você pode perder o controle do veículo.
 Evite trafegar na faixa destinada a ônibus e caminhões.
 Vale também buscar informações sobre as condições do tempo e da estrada.

Sistema de iluminação

 É fundamental que o veículo esteja com o sistema de iluminação (luzes de direção, faróis, lanternas) em perfeitas condições, para que o motorista possa ver e ser visto.• Os faróis devem estar bem regulados, para não ofuscar motoristas que venham em direção oposta.
 Use os faróis baixos. Nunca use os faróis altos.
 Você também pode utilizar o farol de neblina. Ele tem luz é de cor branca e facho mais curto e largo, que ilumina melhor as laterais da estrada. Este farol só deve ser usado nesta condição, pois é muito forte e pode prejudicar os outros motoristas.
 Pisca-alerta e setas e lanternas precisam estar em perfeitas condições para que você possa ser visto pelos outros condutores.
 Caso você tenha dificuldade de ver as lanternas dos veículos à sua frente, a neblina pode estar ficando mais espessa. Diminua a velocidade com cuidado, para que o veículo que vem atrás possa fazer o mesmo. Se for necessário parar, nunca pare no acostamento, pois o risco de acidentes é grande. Procure um local seguro, como um hotel ou estacionamento.

Evite o embaçamento dos vidros

 O limpador de para-brisas também deve estar funcionando perfeitamente, pois a neblina costuma embaçar o vidro do carro.
 Para evitar que os vidros embacem, ligue o ar-condicionado ou mantenha as janelas abertas.

 

Desenvolvido por: Pedro Fernando